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domingo, 13 de março de 2016

Método Supernanny


Supernanny é uma personagem criada pela televisão inglesa, uma espécie de super babá que auxilia os pais a disciplinar seus filhos. No original a babá foi interpretada pela pedagoga britânica Jo Frost, no Brasil, pela pedagoga Argentina Cris Poli.

O método “pedagógico” da Supernanny consiste basicamente em:

Estabelecer Regras, muitas vezes ilustradas;

Advertir quando as regras são desobedecidas;

Disciplinar ou “castigar” se a desobediência persistir;

Recompensar (premiar) como incentivo para o cumprimento das regras.

Isso me parece muito familiar, não tanto na educação das crianças, mas dentro de grandes empresas. Alguns estilos de gestão consideram as diretrizes da Supernanny para “disciplinar” seus colaboradores.

Muitos especialistas criticaram o método aplicado a crianças, pois colocam os pais como autoridades supremas, quem efetivamente manda. Particularmente, acho que esse deve ser exatamente o lugar dos pais, guardadas devidas proporções. Mas em se falando de organizações, quando o gestor se comporta como a autoridade, ditando as regras e disciplinando ou recompensando, sem interagir com suas equipes, está agindo contrário ao que se espera de um líder.

O que mais chama atenção no programa Supernanny, é que ela possui uma receita de bolo que funciona para todas as famílias independente de seus estilos, personalidades e culturas. Acho muito pouco provável que essa fórmula mágica funcione por trás das câmeras. Não se pode lidar com pessoas como se lida com animais domésticos.

Gestores que lidam com equipes de alta rotatividade, por exemplo, tendem a trabalhar sempre no mesmo estilo, ignorando o que as novas personalidades presentes possam agregar ao seu método. Trata logo de ditar-lhe as regras, e começa a preparar as recompensas ou o castigo.

Castigo pode funcionar para as crianças até certa idade. Para adultos não é eficaz. O mesmo vale para as recompensas. Motivação não é igual a premiação. Recompensa faz com que a ação seja feita visando o prêmio e não a ação em si, o que pode prejudicar e muito a qualidade do que foi feito. Não que não deva existir ações de incentivo, mas não deve ser um contínuo, e sim um bônus pontual.

Enquanto os gestores continuarem lidando com “recursos” e ignorar que estão atuando com pessoas, com gente de diversos talentos e habilidades, o máximo que vão conseguir são recursos domesticados, que ao primeiro convite da empresa vizinha partem sem pestanejar. Uma empresa capaz de reter talentos é um grande diferencial, mas para reter é preciso inicialmente reconhecer esses talentos.

sábado, 12 de março de 2016

Martela que vira prego



No mundo corporativo, muitas vezes nos deparamos com situações contrárias a todo preparo que nos dedicamos ao longo da vida. Todo o estudo e capacitação caem por terra quando a necessidade é atingir um objetivo custe o que custar e geralmente às pressas. A metáfora do prego e do parafuso ilustra bem o assunto:

O parafuso possui uma técnica própria para alcançar seus resultados. Para uma melhor eficácia ele trabalha em conjunto com as buchas. O prego, por sua vez é mais brusco, consegue alcançar seu objetivo graças à força externa do martelo, e ele atravessa paredes ou madeiras nuas e cruas.

É preciso habilidade para lidar com parafusos. Para os pregos basta força. Ambos possuem o mesmo objetivo, pregar ou parafusar significa prender uma superfície à outra perfurando as mesmas.

A mecânica é a igual, a técnica é outra. Para martelar um prego, precisamos de um martelo, uma marreta, ou qualquer outra ferramenta ou objeto que exercendo a força adequada consegue introduzir o prego na superfície desejada. Geralmente o que difere um prego de outro é o tamanho e espessura.

Para parafusar é necessário chaves de fenda que varia dependendo da característica do parafuso, existe um gama de tipos de parafusos e chaves para manuseá-los: chave phillips, chave de boca, chave inglesa, etc. Os parafusos diferem em tamanho, matéria prima (plástico, inox, metal, madeira, etc.), tipo.

Pregos são aplicados em madeiras de diversos tipos. Parafusos podem ser usados em metais, plástico, madeira, couro. É muito comum em determinados locais e condições encontrar um prego enferrujado. Mas não me recordo de ter visto um parafuso enferrujado.

Acho que já ficou clara a versatilidade do parafuso, e a quantidade de recursos e habilidades necessárias para bem utilizá-lo. Existem diversos talentos nas empresas hoje, que se colocados no local certo, com os recursos necessários, serão capazes de gerar um grande valor e se desenvolver. No entanto, o que acontece é que geralmente eles são “encaixados” em vagas onde não podem exercer suas habilidades com a eficiência esperada, o nível de sobrecarga, de expectativas falsas, de exigência sem estratégia alguma torna os parafusos ineficazes, afinal, por ser pontiagudo, com um pouco de força, acabam não passando de pregos esnobes.

sábado, 5 de setembro de 2015

Foco na Carreira


Ser focado na carreira é uma atitude inteligente para quem quer garantir empregabilidade. Já falei sobre esse tema aqui. No entanto, no presente post quero falar sobre outro ponto que não converge nem um pouco com a empregabilidade: usar o foco na carreira como permissão para a falta de ética, a falta de energia para lutar pelo que acha certo, que James C. Hunter definiu como falha de caráter. Do simples gesto de permitir que o chefe pegue algo que não lhe pertence, só porque ele é o chefe, a não falar o que pensa para não contrariar, como se fosse proibido questionar qualquer pessoa com uma hierarquia maior que a nossa. Atitudes assim distancia cada vez mais nossa carreira do foco.

Estamos na era da valorização do Capital Intelectual nas empresas, e, a que nós colaboradores estamos reduzindo esse fundo de investimento? No Livro De Volta ao Mosteiro, Hunter diz: Se em uma reunião de executivos 10 concordarem com a mesma coisa, provavelmente 9 são desnecessários. O foco na carreira está se transformando numa luta para garantir emprego, e desta perspectiva nos tornamos desnecessários.

O famoso puxa-saco é um viés deste focado, bêbado equilibrista. O foco depende da luz direcionando os pontos. Se passamos a trilhar caminhos duvidosos para conquistar simpatia, espaço, promoção, ou o que quer que seja, estaremos cuidando de tudo menos da carreira! Pois ainda que o emprego se mantenha por longos anos, a que preço e com que prazer, se assim posso dizer, foi executado esse tabalho?

Focar na carreira significa cultivar e desenvolver habilidades, competência e atitudes (sim o velho CHA) que nos impulsione, nos torne referência. É um movimento de dentro para fora, e não vice-versa. Não são os pequenos desvios que garantem sucesso, mas as grandes conquistas que nascem do silêncio de nossa alma e da aplicabilidade eficaz da nossa voz.

sábado, 9 de maio de 2015

Pegue seu banquinho e saia de mansinho


Apesar do título o assunto é sério. Banco de Horas. Você trabalha sob o regime de banco de horas? Trabalha de domingo a domingo e não ganha um real por isso, em compensação ganha uns dias de folga, geralmente para ir ao médico recuperar a saúde perdida?

Reza a lenda que este regime foi criado para ajudar as empresas em caso de excesso de demanda de trabalho, onde o trabalhador poderia ficar um tempo maior para auxiliar, e as horas a mais seriam compensadas em folgas posteriormente, desde que regulamentado por Acordos ou Convenções Coletivas com os sindicatos das categorias.

Não vou entrar no mérito jurídico da questão, já que tudo está assegurado pela lei, tanto regime de banco de horas, como horas extras remuneradas. Mas é evidente que existe um abuso sobre estas horas extras do banco, poucas empresas ou nenhuma, não sei, explica a base do cálculo do famigerado banco de horas, e quando o empregado pede uma folga, a desculpa é que o banco de horas está baixo.

“Mas como assim? Trabalhei de sol a sol durante semanas!” – Está baixo... Ou então o banco de fulano está mais elevado então a folga vai para ele. Ou seja, as horas extras de um entra na fila para serem compensadas em relação ao banco alheio, e enquanto o banco de horas dos outros não diminui, você não tira folga e fica sendo explorado pela empresa.

Uma boa pergunta: Quem fiscaliza isso? O Sindicato. Quem fiscaliza o Sindicato? Eis outra boa pergunta! Um alerta: se você trabalha sob banco de horas e de repente receber semanas de folga, fica atento, estão esvaziando seu banco de horas, pois rescisão contratual com banco de horas para cobrir exige a remuneração destas horas extras. Então já volte de sua folga preparado para pegar o seu banquinho e sair de mansinho. Você está desligado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Programas Sociais


Não sou muito adepta do assunto política, seja a ideologia sociológica da matéria, seja sua aplicação real da forma como vem sendo feita. Mas, algumas questões, ou todas, devem ser refletidas com atenção, com senso crítico, para que não fiquemos a mercê dos pronunciamentos públicos dos governantes, como verdades inquestionáveis.

Bater panela e não ouvir nada é uma boa saída, pois é melhor não ouvir nada, do que ouvir e acreditar. Quando o assunto é obras do governo, programas sociais, bem aventurança municipal, estadual ou federal, uma coisa é clara: fundos financeiros do governo são arrecadados por meio das contas e impostos que pagamos e dos recursos naturais explorados da biodiversidade do nosso país. Dentre todos os programas sociais criados o de bolsas de estudos, acredito, seja a melhor iniciativa, visto que a educação é a chave para uma civilização que pretende se desenvolver.

FIES, ProUni, SISU, Escola da Família, são programas que geram retorno, devolvem pessoas qualificadas para o mercado de trabalho, pessoas capacitadas para gerar renda, racionalizando. Talvez se existisse mais bolsas de estudos, existiria menor necessidade de Bolsa Família. Bolsa Família é um dinheiro que não gera retorno. Ele é financiado com dinheiro pago por contas e impostos, e é utilizado para pagar contas e impostos, sem margem de lucro.

Os universitários que pagam Universidade acham que os bolsistas estudam de graça. Ora! Sua família unida com certeza arrecadou o suficiente para que o governo banque seus estudos, afinal é para isso que serve o governo, para administrar os bens públicos. Outro fator diferencial, particularmente do ProUni e SISU é o Enem, que é composto por dois dias de provas exaustivamente complexas ao passo que os Vestibulares de Universidades Privadas são piadas!

Se falta verba certamente não é por falta de arrecadação, pois não é algo facultativo, é imposto. O problema fundamental é excesso de promessas, improbidade administrativa, desinteresse. O Governo não dá nada de graça para ninguém, até o salário dos governantes somos nós que pagamos. Eles representam a voz da maioria. O que estas vozes têm dito?